sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

A Terra do Nunca

A terra onde tudo o que toca morre. A terra que me fez nascer mas que me mata a cada dia que passa. A terra que fez de mim homem e que me leva a chorar como uma criança. A terra que me traz alegrias e ainda mais tristezas. A terra que quero para mim mas a mim não me quer. A terra onde nunca poderei ser feliz. A terra da solidão.

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

...

E em breves momentos a vida escorre pelos dedos como grãos de areia.

sábado, 17 de Maio de 2008

oh xenti carma


Saber esperar é uma virtude, mesmo quando roçamos o desespero, tem tudo haver com o karma. Fazer o bem. Receber em troca... e será que quando o fazemos já estamos a pensar na recompensa desse bem, feito? Será que vale assim? O que eu sei é que tal como fazer o bem e não ter noção disso, também podemos fazer o mal e não ter essa noção... está tudo no campo das... como se diz... relações sociais... será?
43... a perfeição...

terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

Dissimulação

Vejo o meu corpo estendido. Como que se deslocasse para fora de mim.

Caminha para fora de si. Limita-se à sua essência.

Está só, parece frio.

Tornou a desaparecer, brincando com as sombras e com as cores.

O amarelo a derreter o preto. O azul a discutir no verde.

Às vezes reaparece, sorrindo, ao longe.

Cada vez mais distante de mim. Mais disperso de si.

domingo, 16 de Dezembro de 2007


segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Recortes III


O sol continua a brincar no meu corpo. Fiquei feliz, mas na altura não notei.
Vamos ser gente?

Recortes II


Gostava de estar só mais uma vez. Na tua beleza exótica, na forma como seguras o teu veneno.
Ela disse qualquer coisa que ele nem ouviu.

Recortes I


Aquilo que eu sou nem eu sei…Não sei. Faz lembrar um iogurte aromático.
A subtil fronteira das palavras.

sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Terminus


Aguardo pelo passar do tempo... o relógio que teima em não avançar... se o tempo corresse à velocidade do pensamento... fugaz... corrido... inconsequente... inconstante.

Conto as horas que faltam como quem conta os degraus de uma interminável escada. Ouço o tic-tac do relógio que me parece cada vez mais lento e o coração que bate cada vez mais rápido numa luta de tempo, espaço, razão e sentimento.

Procuro com o olhar distracções para a minha desesperante realidade. Ajuda-me a gastar o tempo... tempo esse que me irá faltar... depois noutro tempo.
Esconder-me no escuro não me retira o peso de tudo aquilo que sou, não retira a responsabilidade, não retira o sentimento, não retira o medo de falhar... errar e recomeçar.
Constante, continuo, seguido, continua o relógio marcando os minutos da minha desgraçada, falta cada vez menos para o meu fim...

Fechado nessas paredes invisiveis e percorro com os dedos o chão que me falta, mas mesmo assim sinto o correr do vento na minha cara. Criando a distância da realidade, correndo a vida pelo voyeurismo dos dias e das horas sem saber que afinal queremos ou teremos.

Para quê tanta luta? Para quê tanto sofrimento? Quais são os momentos que valem mesmo a pena? Será que a fruição pura e sincera não valerá mais do que mil esforços para situações grandiosas que só o são se forem realmente importantes para nós. A raiva que nos cresce dentro, consome e corrói aquilo que nós somos ou fomos. Visão pálida do que fomos.

Vamos fugir? Vamos retirar o peso das coisas e sermos felizes? Vamos ser gente?