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bRUNO
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A chuva é grossa, a noite escura. O recolhimento é obrigatório. Tento encontrar algum conforto nos braços do meu pensamento.
A terra onde tudo o que toca morre. A terra que me fez nascer mas que me mata a cada dia que passa. A terra que fez de mim homem e que me leva a chorar como uma criança. A terra que me traz alegrias e ainda mais tristezas. A terra que quero para mim mas a mim não me quer. A terra onde nunca poderei ser feliz. A terra da solidão.
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bRUNO
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E em breves momentos a vida escorre pelos dedos como grãos de areia.
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bRUNO
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Saber esperar é uma virtude, mesmo quando roçamos o desespero, tem tudo haver com o karma. Fazer o bem. Receber em troca... e será que quando o fazemos já estamos a pensar na recompensa desse bem, feito? Será que vale assim? O que eu sei é que tal como fazer o bem e não ter noção disso, também podemos fazer o mal e não ter essa noção... está tudo no campo das... como se diz... relações sociais... será?
43... a perfeição...
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bRUNO
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Vejo o meu corpo estendido. Como que se deslocasse para fora de mim.
Caminha para fora de si. Limita-se à sua essência.
O amarelo a derreter o preto. O azul a discutir no verde.
Às vezes reaparece, sorrindo, ao longe.
Cada vez mais distante de mim. Mais disperso de si.
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Ana & bRUNO
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Ana & bRUNO
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Ana & bRUNO
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...Já fiz notar como as metáforas são perigosas. O amor começa com uma metáfora. Ou por outras palavras, o amor começa no preciso instante em que, com uma das suas palavras, uma mulher se inscreve na nossa memória poética.